domingo, 2 de agosto de 2009

Athens

Aproveitando os 45 minutos grátis que o aeroporto de Atenas oferece aos seus viajantes, aproveito para contar um pouco sobre este início de aventura.

Saí hoje às 6.05 de Lisboa rumo a Munique, passei quase o tempo todo a dormir e nem me lembro de aterrar.

Chegamos a Atenas as 14: 45, rápidamente recolhemos as malas e fomos deixá-las numa zona que guarda a bagagem dos passageiros que querem ir dar umas voltas, escusado será dizer que a sorte do meu pequeno laptop não poderia ter sido pior, pois quando cheguei estava esmagado por 400 malas que se amontoavam por cima dele.

Em Atenas, com 3 horas e meia de manobra, fomos directos ao Hard Rock, daí directos para Acropole, fizemos uma visita record e sem pagar um tusto e seguimos para o templo de Zeus.

Com a fome a apertar, voltámos ao Mac que nos tinha desafiado quando por ele passamos anteriormente e seguimos para o aeroporto.

Estou agora sentado, a recuperar de 3 horas e meia muito estafantes, sempre a andar com 36 graus em cima... cansado... mas muito contente por termos aproveitado este pouco tempo em Atenas.

Santorini aqui vamos nós...

JR

terça-feira, 21 de julho de 2009

"O meu deserto"

Soltroia 2009

Acabei de ler um livro de Miguel Sousa Tavares, chamado "No teu deserto".

São neste momento 3.59 da manha, estive lá fora até agora embrenhado numa história, numa vida, que me fez sentir vivo.

Isto é difícil de explicar, pois a verdade é que não sei o que é estar vivo, sei apenas o que é sentir qualquer coisa que se afasta do normal, que me faz sentir diferente do que me sinto em todos os dias da minha vida, feliz ou infeliz, importante ou "acessório", este livro levou-me lá.

Por momentos encontrei-me nas palavras, ou melhor, nos cenários, sentimentos, situações que as palavras descreveram.

Não sei o que quero ou o que é esta procura louca por algo que não sei se existe, que no fundo acho que nunca encontrarei. Esta insatisfação permanente, esta vida de mentira, este teatro... que resignadamente vou alinhando...fingindo significar alguma coisa...

Será que esta vontade de viver no limite, de conhecer tudo, o mundo, as pessoas, sentir-me vivo, procurar o improcurável... será apenas uma fase? algo justificado pelos 22 anos com que me apresento?

E que como a Cláudia irei chegar a uma altura em que irei precisar do "vulgar" lugar familiar, onde alguém me espera, onde alguém me ama todas as noites, todos os dias... onde não existe aventura mas sim conforto e atenção?....

Estarei eu a ser contagiado de tal maneira pela necessidade de comunicar, de não estar sozinho, de falar desnecessariamente, falar por falar... como todos...como toda a gente... de tal maneira que ponha em dúvida os meus ideais? a minha procura?

O tempo... sinto que passa, e com que velocidade... provavelmente isto dito por mim em qualquer dos contextos soltará a risada de qualquer pessoa mais madura..."oh filho... tens 22 anos...ainda tens muito tempo para viver"... tenho? Como tenho? Se nos primeiros 22 anos nada fiz que me enchesse, nada encontrei que desperta-se em mim algo que não sei o que é pois nunca o senti, apenas sei que o procuro, que o quero encontrar com todas as minhas forças, no meio desta mentira, desta vida impingida...

Obrigado Miguel, por estas páginas de realidade... fizeste-me pensar... fizeste-me sentir uma proximidade estranha entre mim e o que escreves-te ali, naquele livro branco em cima do sofá... gostava de me sentar a falar sobre isto contigo e apesar de saber que nunca irá acontecer, fica o desejo, que como a Cláudia imaginou: não será preciso fazer-te chegar este texto para saberes que o escrevi e o senti.

São agora 4:32...

Vou dormir...

JR

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Epa...

Mas porquê que as pessoas são tão egoístas? Porquê que quando tenho que escolher entre mim e o outro, não escolho ambos... O ser humano, ou melhor, as pessoas, são mesquinhas, torcidas, más... Estou cada vez mais farto de pessoas... Todos falam mal uns para os outros, se alguma coisa não corre como planearam à partida, está tudo estragado... sempre com aquela respostazinha parva: "Desculpa lá, mas eu sempre fiz assim!"... "Mas porquê? Isso é um disparate"... "Tu não percebes nada" ... "Não fazes nada" ... "Ai não está bem? Então e tu, fizeste o quê?" ... "hum... estou só a dizer que isto não está bem, não estou a dizer que fiz muito melhor"... esta é a resposta que tenho dado mais vezes nos últimos tempos, já não aguento discussões parvas onde toda a gente quer ser melhor que o parceiro do lado e tem que o provar logo ali, nem que seja para levantar o ego ou para se superiorizar perante os seus grupos... epa... tão fartinho...

Bem, mas pronto. A boa notícia é que voltei, voltei a escrever no meu blog.

Estou neste momento a fazer um trabalho de AEFD para a Faculdade, a Mafalda e o Salva protagonizam o expoente máximo da minha noite... tenho sono... apetece dormir...

Bem a verdade é que este ano passou rápido, foi um ano marcado pela diminuição de tempo útil com a Nocas, completamente afogada pelo estágio, pela orientadora, pelo trabalho, pelas reuniões, por tudo e mais alguma coisa... espero que tudo se altere novamente depois de concluída a aventura...

A época dos miúdos correu bem...sim porque voltei a dar treinos a Iniciados B... grandes planeamentos, torneios, "TUDE", mas continuam a fazer-me a cabeça em água... foi melhor... em termos de aprendizagem e organização...

O João vai novamente à selecção, fico muito contente por ele... no outro dia apareceu-me com uma proposta invulgar... irmos os dois viver juntos... vamos pensar nisso... o pai mostrou-se a favor... logo se verá...

Os pais... falamos noutra altura... não tenho forças para começar este assunto...

Vou trabalhar...